Sinapse

Início / Blog / Saúde mental

Brasil lidera o ranking de ansiedade da OMS, e o bem-estar já chegou ao WhatsApp e ao show

O Brasil lidera o ranking mundial de pessoas ansiosas, e a palavra "ansiedade" foi a escolhida do ano em 2024. O post reúne os números, mostra onde o bem-estar já entrou na rotina e aponta territórios criativos para marcas.

Bruno Lobo Pinheiro

Fundador e estrategista da Shaper

Publicado em
Atualizado em
4 min de leitura

9,3% da população brasileira com ansiedade, segundo a OMS
Neste artigo
  1. Ansiedade no Brasil: o que a OMS e a palavra do ano mostram
  2. Adolescentes: 58% relatam crises de ansiedade ou pânico
  3. Marcas em ação: o cuidado vai para onde o público já está
  4. Territórios criativos: onde o fato abre espaço para campanha
  5. O que fazer com isso
  6. Perguntas frequentes

O Brasil lidera o ranking mundial de pessoas ansiosas, com 9,3% da população afetada, segundo a OMS, em dados do Perfil Brasil. O número aparece também na linguagem do brasileiro e no formato de produtos e eventos. Aqui estão os dados, quem já se mexeu e os territórios criativos que o fato abre.

Ansiedade no Brasil: o que a OMS e a palavra do ano mostram

A ansiedade no Brasil aparece nos números oficiais e no vocabulário das pessoas. Segundo a OMS, o país lidera o ranking mundial, com 9,3% da população afetada (Perfil Brasil). A Folha de S.Paulo, também com base na OMS, registra 18,6 milhões de brasileiros em sofrimento psíquico.

No vocabulário, "ansiedade" foi a palavra do ano de 2024 na nona edição da pesquisa da CAUSE, com o Instituto IDEIA e a PiniOn. Teve 22% das menções, em levantamento com 1.538 brasileiros e amostra representativa baseada no Censo 2022 (Perfil Brasil). Para Cila Schulman, CEO do IDEIA, a ansiedade no Brasil de 2024 está ligada a "um contexto social mais amplo".

No mundo, a OMS indica que o transtorno de ansiedade afeta mais de 300 milhões de pessoas, com crescimento entre adolescentes e jovens adultos, segundo o G1. Os dados são de 2019, pré-pandemia, e a matéria avalia que o número hoje deve ser muito maior.

Adolescentes: 58% relatam crises de ansiedade ou pânico

Entre os adolescentes ouvidos pelo LAB Humanidades, da AlmapBBDO, em parceria com a Netflix, 58% relatam crises de ansiedade ou pânico. A pesquisa ouviu 2.800 pessoas em todo o país, sendo 1.600 adolescentes de 13 a 17 anos e 1.200 adultos, entre julho de 2025 e fevereiro de 2026 (JC).

Indicador entre os adolescentesPercentual
Relatam crises de ansiedade ou pânico58%
Já enfrentaram mudanças bruscas de humor78%
Afirmam que a pressão por sucesso gera ansiedade61%

Grava isso: a saúde mental é a área mais mal avaliada pelos jovens, segundo a mesma pesquisa. Quando o público dá nota baixa a uma área, sobra espaço para quem chegar com algo útil.

Marcas em ação: o cuidado vai para onde o público já está

Dois movimentos recentes levam o cuidado com a saúde mental para lugares do dia a dia. O primeiro é a assistente virtual Cássia, que oferece suporte emocional e informações sobre saúde mental pelo WhatsApp. Ela já auxiliou mais de 100 mil pessoas, com conteúdos educativos, dicas práticas e orientações para lidar com ansiedade, depressão e estresse (Meio e Mensagem).

O segundo é a Vila Equilibrium, programação paralela gratuita no show de Anitta no Parque Villa-Lobos, em São Paulo. Reúne meditação, terapias integrativas, dança, música e arte antes da apresentação, com opções como meditação guiada com fones de ouvido, ioga dance, biodança e dança circular (Folha de S.Paulo).

O xis da questão é o lugar. Um vive no aplicativo de mensagens, o outro na programação antes de um show pop. Nenhum pede que a pessoa vá a um espaço de saúde para receber o cuidado.

Territórios criativos: onde o fato abre espaço para campanha

O fato abre ao menos três territórios criativos para marcas e agências, cada um preso a um dado do pacote.

Vocabulário. Se "ansiedade" foi a palavra do ano, com 22% das menções, o brasileiro já usa o termo sem rodeio. Marca que fala do assunto com a mesma franqueza tem menos distância a vencer (Perfil Brasil).

Pressão por desempenho. Com 61% dos adolescentes ligando a pressão por sucesso à ansiedade, há território para conteúdo sobre meta, nota, carreira e descanso, voltado ao público jovem (JC).

Formato e lugar. A conversa no WhatsApp e a pausa antes do show indicam que o bem-estar pode entrar em canais e experiências de entretenimento, sem depender de um ambiente de saúde (Meio e Mensagem; Folha de S.Paulo).

O que fazer com isso

Marcas com público jovem. Com 61% dos adolescentes associando pressão por sucesso à ansiedade, a comunicação que só cobra desempenho pode somar ao problema. Como a próxima campanha para esse público pode falar de conquista sem aumentar a cobrança?

Entretenimento, eventos e serviços. A Vila Equilibrium e a Cássia mostram o bem-estar entrando em um show e em uma conversa de WhatsApp. Que momento da experiência da sua marca poderia abrir um espaço de calma sem exigir que o público vá a outro lugar?

Esse tema está no relatório Bem-estar no Brasil 2026.

Perguntas frequentes

Qual é o país mais ansioso do mundo segundo a OMS?

O Brasil. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o país lidera o ranking mundial de pessoas ansiosas, com 9,3% da população afetada, conforme o Perfil Brasil. A Folha de S.Paulo, também com base na OMS, fala em 18,6 milhões de brasileiros em sofrimento psíquico.

Qual foi a palavra do ano no Brasil em 2024?

Ansiedade. A palavra liderou a nona edição da pesquisa da CAUSE, feita com o Instituto IDEIA e a PiniOn, com 22% das menções. O levantamento ouviu 1.538 brasileiros em amostra representativa baseada no Censo 2022, segundo o Perfil Brasil.

Quantos adolescentes brasileiros relatam crises de ansiedade?

Entre os adolescentes de 13 a 17 anos ouvidos pelo LAB Humanidades, da AlmapBBDO, em parceria com a Netflix, 58% relatam crises de ansiedade ou pânico. Segundo o JC, outros 61% afirmam que a pressão por sucesso gera ansiedade.

Quantas pessoas no mundo têm transtorno de ansiedade?

Dados da OMS indicam mais de 300 milhões de pessoas, segundo o G1. Esses números são de 2019, antes da pandemia, e a própria matéria avalia que o total hoje deve ser muito maior.

Fontes citadas

  1. EIP: Saúde (garimpo_2198635902d6) Perfil Brasil, 5 de dezembro de 2024
  2. EIP: Comida Saudável (ins_d37e77ffd41f) Folha de S.Paulo, 3 de outubro de 2026
  3. EIP: Saúde (garimpo_3a3da6168af0) G1, 17 de março de 2025
  4. EIP: Saúde (garimpo_6e84fdd9dd7a) JC, 8 de abril de 2026
  5. EIP: Saúde (case_57c9997948d3) Meio e Mensagem, 23 de setembro de 2025
  6. EIP: Cultura Brasileira (ins_34f7c8c4ab01) Folha de S.Paulo, 9 de agosto de 2026

Receba os sinais primeiro

Baixe o capítulo grátis do relatório de bem-estar e passe a receber a newsletter do Sinapse.

Receba o capítulo grátis

Um capítulo inteiro do relatório de bem-estar de outubro de 2026, com a fonte de cada fato.

Ao baixar, você passa a receber a newsletter do Sinapse, com tendências, novas edições e convites da Shaper.